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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

GLOSSÁRIO DE TERMOS USADOS NA ÁREA DE RECURSOS HUMANOS

HUMAN RESOURCES - RECURSOS HUMANOS

  • English - Português

absenteeism - absenteísmo
accident prevention - prevenção de acidentes
ad - anúncio (de jornal, por exemplo)
advance - adiantamento (de salário)
advertisement - anúncio (de jornal, por exemplo)
allowance - ajuda de custo, diária
annual agreement - dissídio
application form - formulário ou ficha de inscrição
assessment - avaliação
badge - crachá
bank holiday - feriado
blue-collar worker - funcionário de fábrica, operário
bonus - gratificação
cafeteria - refeitório
CEO (Chief Executive Officer) - diretor-presidente
change management - gerenciamento de mudanças
checkoff - desconto automático em folha da contribuição sindical
child labor - trabalho infantil
civil service exam - concurso público
clock in - bater o cartão-ponto (entrada)
clock out - bater o cartão-ponto (saída)
COL allowance (cost of living -) - ajuda de custo, diária
collective bargaining - dissídio coletivo
commitment - compromisso, comprometimento
compensation - indenização; compensação
compensation system - programa de incentivos
complainant - reclamante (a parte acusadora)
compromise - ceder, abrir mão em benefício de um acordo; cessão, anuência ou desistência de algo em troca de acordo
contractor - prestador de serviço
contract out - terceirizar
corporate social responsibility - responsabilidade social empresarial
craft union - sindicato de classe
court appearance - audiência
day off - dia tirado como folga. To take a day off - tirar um dia de folga (para tratar de assuntos particulares, por exemplo)
decent work - trabalho decente. Termo criado em 1999 que, de acordo com a OIT, egloba os seguintes aspectos: é produtivo e seguro, respeita os direitos trabalhistas, proporciona uma renda adequada, oferece proteção social e inclui diálogo social, liberdade para sindicatos, dissídio coletivo e participação.
defendant - réu
Department of Labor - Ministério do Trabalho norte-americano
dismiss - demitir, dispensar, desligar
dismissal - demissão, desligamento, rescisão trabalhista
doctor's statement - atestado médico
drinking fountain - bebedouro
educational background - formação teórica
educational level - grau de instrução, escolaridade
employee - empregado
employer - empregador
employment agency - agência de empregos
employment contract - contrato de trabalho
empowerment - energização; auto-capacitação; delegação de autoridade e responsabilidade
executive officer - diretor
file a grievance - entrar com uma ação reclamatória trabalhista
fire - pôr para a rua, demitir (se usado como verbo); fogo, incêndio (se usado como substantivo)
fire alarm - alarme contra incêndio
fire brigade - brigada de incêndio, equipe de combate a incêndio
fire drill - simulação de incêndio
fire escape - saída de emergência em caso de incêndio
fire extinguisher - extintor de incêndio
fire fighting squad - brigada de incêndio, equipe de combate a incêndio
first aid - primeiros socorros
form - formulário; formar
fringe benefits - vantagens adicionais ao salário, tais como: assistência médica, odontológica, refeitório, etc.
full-time job - emprego de expediente normal
golden handshake - quantia em dinheiro paga pela empresa a executivos por ocasião de sua aposentadoria
grievance procedure - ação reclamatória trabalhista
headhunter - assessor para contratação de recursos humanos de nível executivo
health care plan - plano de saúde, assistência médica
hire - contratar; alugar
holiday - feriado (EUA), férias (Inglaterra)
human resources - recursos humanos
hydrant - hidrante
ILO (International Labor Organization) - OIT (Organização Internacional do Trabalho)
industrial relations - relações industriais
internship - estágio
job - emprego
job description (or job profile) - descrição de cargo (ou de função), perfil de cargo
job market - mercado de trabalho
job opportunities - oferta de trabalho
job placement agency - agência de empregos
job security - estabilidade no emprego
job seeker - aquele que procura emprego
labor - mão-de-obra, esforço físico ou mental; trabalho de parto
labor contract - contrato de trabalho
labor court - justiça do trabalho, junta de conciliação e julgamento
labor force - mão-de-obra
labor relations - relações trabalhistas, relações industriais
labor union - sindicato dos trabalhadores
lawsuit - processo judicial
lawyer - advogado
lay off - dispensar, demitir
lead - liderar
leadership - liderança
leave - afastamento do trabalho, licença
locker room - vestiário
maternity leave - licença maternidade
minimum wage - salário mínimo
negotiation - negociações
nursery - creche
occupational safety and health - segurança e saúde no trabalho
occupational illness - doença ocupacional
organizational chart - organograma
OSHA (Occupational Safety and Health Administration) - órgão do Ministério do Trabalho norte-americano (U.S. Department of Labor) responsável pelo estabelecimento e cumprimento de normas de segurança e saúde no trabalho.
outsourcing - terceirização
paid vacation - férias, férias pagas
part-time-job - emprego de meio expediente
paycheck - cheque através do qual é feito o pagamento do salário; pagamento; salário
payday - dia de pagamento
payroll - folha de pagamento
payroll overhead - encargos sociais
performance evaluation - avaliação de desempenho
permanent workers - efetivos
personnel - pessoal
picket line - piquete
plaintiff - reclamante (a parte acusadora)
PPE (personal protective equipment) - equipamento de proteção individual
pregnancy leave - licença maternidade
profit sharing - participação nos lucros
public employee - funcionário público
raise in salary - aumento de salário
recruit - contratar, admitir
redundancy - dispensa sem justa causa, resultado de reestruturação da empresa (usado predominantemente na Inglaterra e Austrália)
résumé - curriculum vitae, currículo
retire - aposentar-se
retirement - aposentadoria
retirement plan - plano de aposentadoria
sack - botar para a rua (demitir sumariamente)
safety - segurança; segurança no trabalho
salary increase - aumento de salário
seasonal labor - mão-de-obra contratada
security - segurança ao patrimônio
self-employed - profissional autônomo
seniority - tempo de serviço
severance pay - quantia paga por ocasião da aposentadoria, semelhante ao FGTS
shift - turno; mudar, substituir, deslocar
shutdown - quando uma fábrica ou local de trabalho fecha temporariamente e aos funcionários são dadas férias coletivas.
sick leave - licença para tratamento de saúde
skilled labor - mão-de-obra qualificada
slow-down strike - operação tartaruga
social investment - investimento social
social security - previdência social, seguridade social
spending money - ajuda de custo, diária
staff turnover - rotatividade de pessoal
stretcher - maca
strike - greve
strikers - grevistas
superior - superior imediato, chefe
supervisor - superior imediato, supervisor
Supreme Court - Supremo Tribunal Federal
team work - trabalho em equipe, trabalho em grupo
temporary workers - contratados temporários, safristas
tenure - estabilidade
time card - cartão-ponto
time clock - relógio-ponto
trade union - sindicato de trabalhadores
trainee - estagiário (normalmente com formação superior)
turnover - rotatividade de pessoal
union - sindicato de trabalhadores
union dues - contribuição sindical
unionist - sindicalista
union leader - líder sindical; sindicalista
unemployment - desemprego
unemployment compensation - salário desemprego, espécie de seguro desemprego
vacation - férias
welfare - bem-estar social
white-collar worker - funcionário de escritório
work force - força de trabalho, mão-de-obra
work overtime - fazer hora extra
work permit - autorização de trabalho para mão-de-obra estrangeira
workplace safety - segurança no trabalho
workweek - jornada semanal de trabalho

domingo, 7 de setembro de 2008

Calendário (setembro)

Atenção, teremos encontros nos três próximos finais de semana:

Dias 12 e 13 (Psicologia Organizacional);

Dias 19 e 20 (Subs. de Desenvolvimento - opcional);

Dias 26 e 27 (Psicologia Organizacional).

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Estresse: O Assassino Silencioso (Dr. Vladimir Bernik, MD)

Fonte: http://www.cerebromente.org.br/n03/doencas/stress.htm

Na segunda quinzena de julho, o mundo surpreendeu-se com a notícia de que a espaçonave russa, a estação espacial Mir (paz), ficara sem energia por uma ordem errada do comandante Vladimir Tsibliev. O médico, que cuida dos tripulantes, Igor Goncharov, explicou, com a maior naturalidade, que o engano fora resultante do estresse do comandante. Nunca a palavra estresse ganhou tamanha notoriedade em circunstâncias tão dramáticas.
E o que é estresse? Não há ainda uma definição para o mesmo nos compêndios de patologia médica. É o dicionário Aurélio que nos diz que o estresse (em bom português) é "o conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras capazes de perturbar a homeostase" (equilíbrio).
Hoje o termo estresse é amplamente usado na linguagem atual e nos meios de comunicação. Designa uma agressão, que leva ao desconforto ou a conseqüência desta agressão. É uma resposta a uma demanda, de modo certo ou errado.
O estresse corresponde a uma relação entre o indivíduo e o meio. Trata-se, portanto, de uma agressão e reação, de uma interação entre a agressão e a resposta, como propôs o médico canadense Hans Selye, o criador da moderna conceituação de estresse. O estresse fisiológico é uma adaptação normal; quando a resposta é patológica, em indivíduo mal-adaptado, registra-se uma disfunção, que leva a distúrbios transitórios ou a doenças graves, mas, no mínimo agrava as já existentes e pode desencadear aquelas para as quais a pessoa é geneticamente predisposta. Aí se torna um caso médico por excelência. Nestas circunstâncias desenvolve-se a famosa síndrome de adaptação, ou a luta-e-fuga (fight or flight), na expressão do próprio Selye.
Segundo a colocação dada ao estresse por este autor, num congresso realizado em Munique, em 1988, "o estresse é o resultado do homem criar uma civilização, que, ele, o próprio homem não mais consegue suportar". E, em se calculando que o seu aumento anual chega a 1%, e que hoje atinge cerca de 60% de executivos (veja uma pesquisa anexa), pode-se chamar de a "doença do século" ou, melhor dizendo, ", "a doença do terceiro milênio". Trata-se de um sério problema social econômico, pois é uma preocupação de saúde pública, pois ceifa pessoas ainda jovens, em idade produtiva e geralmente ocupando cargos de responsabilidade, imobilizando e invalidando as forças produtivas da nação; e é mais importante ainda no Brasil que, por ser um país ainda jovem, exclui da atividade pessoas necessárias ao seu desenvolvimento. Não se sabe exatamente a incidência no Brasil, mas nos
Estados Unidos gastam-se de 50 a 75 bilhões de dólares por ano em despesas diretas e indiretas: isto dá uma despesa e 750 dólares por ano por pessoa, que trabalha.
A vulnerabilidade hereditária, mais a preocupação com o futuro, num tempo de incertezas, de um o país que estabiliza a moeda, mas aumenta o número de desempregados, ao mesmo tempo em que a qualidade de vida piora, existem os medos do envelhecimento em más condições, e do empobrecimento, além de alimentação inadequada, pouco lazer, a falta de apoio familiar adequado e um consumismo exagerado. Todos são fatores pessoais, familiares, sociais, econômicos e profissionais, que originam a sensação de estresse e seu conseqüente desencadeamento de doenças, de uma simples azia à queda imunológica, que pode predispor infeções e até neoplasias.
A Universidade de Boston elaborou um teste rápido e auto-aplicável (anexo), onde você pode "medir" o nível de seu estresse. Se você passou incólume, pare de ler o artigo. Mas, se você se "encontrou" nos ítens apontados, mesmo em nível baixo, siga cuidadosamente a exposição.
• O que provoca o estresse?
• Quais são as bases funcionais do estresse?
• Quais são os problemas causados pelo estresse?
• Como diminuir o estresse?

O Que Provoca o Estresse? (Dr. Vladimir Bernik, MD)

São os grandes problemas da nossa vida que, de modo agudo, ou crônico, nos lançam no estresse. Diversos pesquisadores notaram que a mudança é um dos mais efetivos agentes estressores. Assim, qualquer mudança em nossas vidas tem o potencial de causar estresse, tanto as boas quanto as más. O estresse ocorre, então, de forma variável, dependendo da intensidade do evento de mudança, que pode ir desde a morte do cônjuge, o índice máximo na escala de estresse, até pequenas infrações de trânsito ou mesmo a saída para as tão merecidas férias.
Certos eventos em nossas vidas são tão estressantes, que caracterizam a situação de trauma (lesão ou dano) psíquico. Recentemente as ciências mentais reconheceram uma nova síndrome, batizada de Distúrbio de estresse pós-traumático, uma verdadeira doença, pertencente ao estudo da angústia. Tornou-se bem sistematizada a partir da volta dos "viet-vets", ou veteranos da guerra do Vietnam. Esta doença ocorre com quadros agudos de angústia, grave e até invalidante, quando a ex-vítima é exposta a situações similares, tornando a desencadear todos os sintomas ansiosos severos, que conheceram durante a violência a que estiveram submetidos: são os "flash-backs", que revivenciam as situações traumatizantes.
Isto não é aplicado apenas a veteranos de guerra; vejam-se os crescentes índices de violência urbana e as suas vítimas, que vivem quadros de desespero permanente, quando não atendidos adequadamente em serviço psiquiátrico de reconhecida competência na área. Bombas, acidentes automobilísticos ou aéreos, desabamentos, assaltos com extrema violência, sequestros prolongados, estupros, etc. são causas comuns do distúrbio de estresse pós-traumático. O tratamento costuma ser demorado, mas tende a um bom prognóstico.

Quais São as Bases Funcionais do Estresse? (Dr. Vladimir Bernik, MD)

Da Silva, um cirurgião americano do século passado, foi o primeiro a perceber que soldados feridos só caíam prostrados após alcançarem a meta: isto é, lutavam ainda sob efeito de 'adrenalina'. O fisiologista Walter Cannon observou que as reações alerta/luta e fuga em animais desencadeavam um maciço aumento das catecolaminas urinárias (substâncias decorrentes do metabolismo da adrenalina).
O cientista que estudou pela primeira vez o estresse, Hans Selye descreveu uma resposta fisiológica generalizada ao estresse, caracterizada pela seguinte seqüência:
• A percepção de um perigo eminente ou de um evento traumático é realizado pela parte do cérebro denominado córtex; e interpretado por uma enorme rede de neurônios que abrange grandes partes do encéfalo, envolvendo, inclusive, os circuitos da memória;
• Determinada a relevância do estímulo, o córtex aciona um circuito cerebral subcortical, localizado na parte do cérebro denominada sistema límbico, através das estruturas que controlam as emoções e as funções dos sistemas viscerais (coração, vasos sanguíneos, pupilas, sistema gastrointestinal, etc.) através do chamado sistema nervoso autônomo. Estas estruturas são a amígdala e o hipotálamo, principalmente. A ativação dessas vias vai causar alterações como dilatação pupilar, palidez, aceleração e aumento da força das batidas cardíacas e da respiração, erecção dos pelos, sudorese, paralisação do trânsito gastrointestinal, secreção da parte medular das glândulas adrenais (adrenalina e noradrenalina), etc.; e que constituem os sinais e sintomas da ativação tipo luta-ou-fuga descrevidos por Cannon;
• Ao mesmo tempo, o hipotálamo comanda uma ativação da glândula hipófise, situada na base do cérebro, com a qual tem estreitas relações. No estresse, o principal hormônio liberado pela hipófise é o ACTH (o chamado hormônio do estresse), que, carregado pelo sangue, vai até a parte cortical (camada externa) das glândulas adrenais (situadas sobre os dois rins), e provocando um aumento da secreção de hormônios corticosteróides. Estes hormônios têm amplas ações sobre praticamente todos os tecidos do corpo, alterando o seu metabolismo, a síntese de proteinas, a resistência imunológica, as inflamações e infecções provocadas por agressões externas, etc. O seu grau de ativação pode ser avaliado medindo-se a quantidade de cortisol no sangue.
• Essa descarga dupla de agentes hormonais de intensa ação orgânica: de um lado a adrenalina, pela medula da adrenal, e de outro, os corticóides, pela sua camada cortical, levaram os cientistas a caracterizar essas glândulas como sendo o principal mediador do estresse.
Essas respostas são normais em qualquer situação de dano, perigo, doença, etc. Assim, dizemos que existe um certo nível de estresse que é normal e até importante para a defesa do organismo, ao qual denominamos de eustress. O perigo para o organismo passa a ocorrer quando a ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal se torna crônico e repetido. Nesse momento, começam a surgir as alterações patológicas causadas pelo nivel constantemente elevado desses hormônios.
Assim, reconhece-se que o estresse tem três fases, que se sucedem quando os agentes estressores continuam de forma não interrompida em sua ação:
• A fase aguda
Esta é a fase em que os estímulos estressores começam a agir. Nosso cérebro e hormônios reagem rapidamente, e nós podemos perceber os seus efeitos, mas somos geralmente incapazes de notar o trabalho silencioso do estresse crônico nesta fase.
• A fase de resistência
Se o estresse persiste, é nesta fase que começam a aparecer as primeiras conseqüências mentais, emocionais e físicas do estresse crônico. Perda de concentração mental, instabilidade emocional, depressão, palpitações cardíacas, suores frios, dores musculares ou dores de cabeça freqúentes são os sinais evidentes, mas muitas pessoas ainda não conseguem relacioná-los ao estresse, e a síndrome pode prosseguir até a sua fase final e mais perigosa:
• A fase de exaustão
Esta é a fase em que o organismo capitula aos efeitos do estresse, levando à instalação de doenças físicas ou psíquicas.

Problemas Causados pelo Estresse (Dr. Vladimir Bernik, MD)

O estresse pode ser causador e/ou agravador de uma série de doenças, que vão da asma, às doenças dermatológicas, passando pelas alérgicas e imunológicas; todas elas relacionadas de alguma forma à ativação excessiva e prolongada do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.
Na área do sistema digestivo, é sabido por todos que o estresse pode desencadear desde uma simples gastrite, até uma úlcera: o famoso cirurgião Alípio Corrêa Neto, da USP e da Escola Paulista de Medicina (hoje Universidade Federal de São Paulo), dizia que se alguém afirmasse, há 20 anos atrás, que a úlcera péptica era psicossomática (leia-se somatoforme), ririam dele; hoje, se deixasse de dizê-lo, ririam dele.
Mas, é principalmente a nível de coração, ou mais precisamente, a nível das coronárias, que o estresse pode ser um matador silencioso.
Uma ativação repetida e crônica do sistema nervoso autônomo, numa pessoa que já tenha problemas de lesão da camada interna das arterias coronárias (aterosclerose), provocadas por fumo, gordura excessiva na alimentação, obesidade ou colesterol elevado, etc., vai levar a muitos problemas, tais como:
• diminuição do fluxo sangüineo adequado para manter a oxigenação dos tecidos musculares cardíacos (miocárdio). Isso leva à chamada isquemia do miocárdio, que é acompanhada de dores no coração (angina), principalmente quando se faz algum esforço, e até ao infarto do coração (ataque cardíaco), provocado pela morte das células musculares do coração, por falta de oxigênio. A adrenalina tem o poder de contrair esses vasos, agravando o problema de quem já os tem com o diâmetro reduzido pelas placas. O resultado para essas pessoas pode ser até a morte, que muitas vezes acompanha um estresse agudo.
• Outros problemas comuns são a ruptura da parede dos vasos enfraquecidos pela placa aterosclerótica, ou a trombose (entupimento completo do vaso coronariano). Um pequeno coágulo (trombo) pode desencadear uma cascata de coagulação, que também pode levar à morte. O nível elevado de adrenalina também pode provocar alterações irregulares do ritmo cardíaco, denominadas de arritmias ("batedeira"), que também diminuem o fluxo de sangue pelo sistema cardiovascular.

Outros sintomas (Dr. Vladimir Bernik, MD)

No campo clínico (somático) os distúrbios ainda ditos 'neuro-vegetativos' são comuns: quadro de astenia (sensação de fraqueza e fadiga), tensão muscular elevada com cãibras e formação de fibralgias musculares (nódulos dolorosos nos músculos dos ombros e das costas, por exemplo), tremores, sudorese (suor intenso), cefaléias tensionais (dores de cabeça provocas pela tensão psíquica) e enxaqueca, lombalgias e braquialgias (dores nas costas e nos ombros e braços), hipertensão arterial, palpitações e batedeiras, dores pré-cordiais, colopatias (distúrbios da absorção e da contração do intestino grosso) e até dores urinárias sem sinais de infecção.
O laboratório clínico fornece outros detalhes indicativos da intensa ativação patológica no estresse: aumento da concentração do sangue e do conteúdo de plaquetas (células responsáveis pela coagulação sangüínea), alteração do nível de cortisol, alterações de catecolaminas urinárias e alterações de hormônios hipofisários e sexuais, além dos aumentos de glicemia (açucar no sangue) e colesterol, este por conta do LDL, ou o 'mau colesterol'.

Sintomas psíquicos (Dr. Vladimir Bernik, MD)

Nas ocasiões estressantes, e mesmo fora delas, manifesta-se uma gama de reações de ordem psicológica e psiquiátrica. Ou, pelo menos temporárias, perturbações de comportamento ou exacerbação de problemas sociopáticos.
Os problemas ansiosos com a sintomatologia clínica, além de irritabilidade, fraqueza, nervosismo, medos, ruminação de idéias, exacerbação de atos falhos e obsessivos, além de rituais compulsivos, aumentam sensivelmente. A angústia é comum e as exacerbações de sensibilidade com provocações e discussões são mais freqüentes.
Do ponto de vista depressivo, a queda ou o aumento do apetite, as alterações de sono, a irritabilidade, a apatia e adinamia, o torpor afetivo e a perda de interesse e desempenhos sexuais são comumente encontrados.
Existem também as "fugas", que todos conhecemos. Quando não se apela para a auto-medicação com ansiolíticos (um perigo!), a pessoa refugia-se na bebida e mesmo no consumo de drogas ilícitas de uso e abuso, além de aumentar a quantidade de cigarros fumados, quando for fumante.
São estas as condições da derrocada à qual o estresse leva a pessoa, principalmente quando esta tiver uma personalidade hiperativa.

Como Diminuir o Estresse? (Dr. Vladimir Bernik, MD)

Em um excelente artigo sobre estresse, principalmente no trabalho (e a maior parte de nós trabalha), o psiquiatra Cyro Masci sugere medidas profiláticas iniciais, secundárias e terciárias. Mas, em resumo, quando possível, devemos parar para pensar; para nos darmos a liberdade de termos um tempo para refletir sobre cada um de nós e seus esquemas pessoais, familiares, sociais, de trabalho, de estudos e até econômico-financeiros. Devemos reformular a vida, procurando reduzir as áreas geradoras de estresse. Um bom psiquiatra pode nos ajudar nesta tarefa.
Muitas vezes haverá a necessidade de uso concomitante de um tratamento medicamentoso, geralmente através dos modernos antidepressivos serotoninérgicos (ISRS) com ou sem ansiolíticos e/ou beta-bloqueadores por um tempo definido: começo, meio e fim.
Quando já existe um quadro orgânico instalado, desde uma simples gastrite a asma ou alteração cardiorrespiratória, a busca de atendimento clínico é fundamental. A correção da alteração clínica é imprescindível. E esta pode ir de um simples a complexo tratamento ou resumir-se somente às necessárias mudanças do modo de viver, incluindo lazer ou uma pequena prática esportiva constante (porque não uma caminhada diária?, que faz bem a qualquer um de nós).
Mas, a principal atitude ainda é um alerta ao modo de viver e de trabalhar com as vivências e com as emoções que a vida nos proporciona. E aí está verdadeira e milenar sabedoria.

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DR. VLADIMIR BERNIK, Médico psiquiatra (pela AMB/ABP e pelo CFM). Coordenador da Clínica de Estresse de S. Paulo. Ex-Professor Regente de Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas de Santos (até 1995). Consultor do Comitê Centre for Health Economics da Organização Mundial da Saúde junto à Universidade de York. ex-presidente da Sociedade de Hipnose Médica de São Paulo e ex-vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipnose. Médico do Trabalho (MTb - 1982) e integrantes da primeira turma de Especialistas em Medicina do Trabalho da AMB/ANAMT (janeiro de 1984). Ex-médico perito do Instituto Médico Legal de S. Paulo e perito judicial. Autor do "Primeiro Curso de Psiquiatria para o Médico Clínico" e de mais 158 trabalhos científicos. publicados.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A GINÁSTICA DO GATO


Se você não pode, por qualquer motivo, seguir a ginástica sugerida pelo Programa Punho Seguro ou não tem um profissional fisioterapeuta ocupacional na sua empresa, não deixe pelo menos de fazer a ginástica do gato!
Você já reparou o que faz um gato?
Ele espreguiça, alonga e boceja. Na realidade ele está SEMPRE fazendo ginástica em intervalos regulares.Assim, a cada hora, levante-se e tente se espreguiçar, esticando os braços, os dedos, as unhas, como o gato faz. Não esqueça de bocejar e fazer aquela esticada
Faça a cada hora.
Você já reparou quantos litros de água bebe diariamente? E que o bebedor de água fica longe de seu posto de trabalho e você só se lembra de tomar água no fim do dia?
Você já reparou que ao olhar para o bebedouro, para uma garrafa d água, você sente sede e vontade de tomar água?
(Esta é a razão dos anúncios de refrigerantes e águas, sempre, mostrarem o produto líquido).
Coloque uma garrafa de água de plástico em sua mesa de trabalho com o seu nome e a palavra gato no seu rótulo.
Enche-a de água toda a vez que ela estiver vazia.
Você vai perceber que ao olhar para a garrafa, sentirá sede e, beberá água, com freqüência, proporcionando ao seu corpo uma hidratação salutar, principalmente se o seu ambiente de trabalho for muito frio, com ar condicionado. Ao beber desta água, lembre-se de aproveitar para fazer a ginástica do gato.
A Ginástica do Gato não levará mais do que poucos segundos e não atrapalhará o seu trabalho. Ao contrário, você se sentirá muito melhor ao longo do dia, ao fim do dia e ao chegar em casa.
Você estará aumentando sua produtividade, ganhando mais para sua empresa ou para o seu trabalho, e ainda, aumentando sua qualidade de vida. Você sentirá os efeitos já na primeira semana. Sendo assim vamos ao miau!!!
Divulgue o miau em seu ambiente de trabalho, ao seu chefe, e não esqueça do miau em casa, nos fins de semana...
O ideal é ter um fisioterapeuta ocupacional para ministrar exercícios próprios, para cada tarefa, mas na sua falta, pelo menos use o miau!
Fonte: http://www.mundoergonomia.com.br/website/artigo.asp?id=3221&cod=1847&idi=1&xmoe=74&moe=74